“No final do Império, em meio às turbulências políticas, Júlio Ribeiro -escritor, gramático e polemista republicano- cunhou a expressão "viver de província", nas suas "Cartas Sertanejas". Era uma definição sarcástica do pobre cotidiano político-cultural do interior de São Paulo. Depois de 120 anos, pouco mudou: apesar do grande progresso econômico e de concentrar parte expressiva do PIB brasileiro, o interior continua marcado pelo provincianismo.” (...)
“Há uma valorização absoluta do dinheiro e um desprezo pela cultura.”
“Em muitas cidades há mais joalherias que livrarias. As políticas culturais são fadadas ao fracasso. O poder público -tal qual a maioria dos eleitores- não tem interesse nas atividades culturais: elas não dão voto e, por vezes, dão problemas.”
Recortes do artigo publicado na Folha de São Paulo no dia 07 de janeiro de 2009, escrito por MARCO ANTONIO VILLA, professor de história da Universidade Federal de São Carlos (SP).
Artigo completo no link: clicando aqui
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
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